
Da Folha Online
O filme "Ensaio sobre a Cegueira", de Fernando Meirelles, ficou em 12º lugar na arrecadação de bilheteria nos cinemas do mercado dos Estados Unidos e Canadá no período que vai da última sexta-feira (3) até o último domingo (5).
O longa-metragem arrecadou US$ 2 milhões (R$ 4,3 milhões). No Brasil, o filme está em sua quarta semana de exibição e arrecadou até agora R$ 4,7 milhões.
O filme tem no elenco Julianne Moore e Mark Ruffalo e abriu o último Festival de Cannes, por isso, o fim de semana de estréia foi considerado ruim pela revista americana especializada em entretenimento "The Hollywood Reporter".
Nos EUA e Canadá, o filme foi exibido em 1.690 cinemas. O longa-metragem é distribuído lá pela Miramax.
"Obviamente, nós estamos desapontados com os resultados da bilheteria", disse o executivo Daniel Battsek, da Miramax.
"Infelizmente, mesmo com a categoria do diretor e o talento envolvido, o tempo de lançamento de um projeto tão desafiador trabalhou contra nós", afirmou Battsek.
O filme "Ensaio sobre a Cegueira", de Fernando Meirelles, ficou em 12º lugar na arrecadação de bilheteria nos cinemas do mercado dos Estados Unidos e Canadá no período que vai da última sexta-feira (3) até o último domingo (5).
O longa-metragem arrecadou US$ 2 milhões (R$ 4,3 milhões). No Brasil, o filme está em sua quarta semana de exibição e arrecadou até agora R$ 4,7 milhões.
O filme tem no elenco Julianne Moore e Mark Ruffalo e abriu o último Festival de Cannes, por isso, o fim de semana de estréia foi considerado ruim pela revista americana especializada em entretenimento "The Hollywood Reporter".
Nos EUA e Canadá, o filme foi exibido em 1.690 cinemas. O longa-metragem é distribuído lá pela Miramax.
"Obviamente, nós estamos desapontados com os resultados da bilheteria", disse o executivo Daniel Battsek, da Miramax.
"Infelizmente, mesmo com a categoria do diretor e o talento envolvido, o tempo de lançamento de um projeto tão desafiador trabalhou contra nós", afirmou Battsek.
Crítica
A Cegueira de nossa alma.
As adaptações de obras literárias para as telas do cinema estão sujeitas a críticas depreciativas. Há pessoas que acham o livro infinitamente melhor que o filme por causa dos diálogos mais densos, da descrição mais aprofundada dos ambientes e de outros fatores que são suprimidos na obra cinematográfica.
Para mim, o filme faz uma leitura realista da sociedade atual. Por um lado, os personagens são vítimas da súbita “cegueira branca” que os acomete e, por causa dela são excluídos da sociedade e enjaulados como animais.
Isso também acontece na vida real, com diversas categorias sociais consideradas “incapazes” por uma grande parcela da população como os idosos e os deficientes.
Porém se nos colocarmos na pele das personagens, veremos que são também os causadores de todo o mal, seja pela vida fácil que levam, seja por se importarem com os outros ou mesmo por quererem se dar bem, usando a deficiência para satisfazer seus desejos mais primitivos, como comer, beber e até mesmo transar.
Após assistir ao filme e ficar com a sensação de cegueira dos personagens (devido ao jogo claro-escuro, utilizado intencionalmente por Meirelles), vi o quanto as adversidades são capazes de transformar os seres humanos e fazer com que prestemos mais atenção a quem nos rodeia, cumprimentando, oferecendo ajuda, ouvindo queixas e conselhos.
As adaptações de obras literárias para as telas do cinema estão sujeitas a críticas depreciativas. Há pessoas que acham o livro infinitamente melhor que o filme por causa dos diálogos mais densos, da descrição mais aprofundada dos ambientes e de outros fatores que são suprimidos na obra cinematográfica.
Para mim, o filme faz uma leitura realista da sociedade atual. Por um lado, os personagens são vítimas da súbita “cegueira branca” que os acomete e, por causa dela são excluídos da sociedade e enjaulados como animais.
Isso também acontece na vida real, com diversas categorias sociais consideradas “incapazes” por uma grande parcela da população como os idosos e os deficientes.
Porém se nos colocarmos na pele das personagens, veremos que são também os causadores de todo o mal, seja pela vida fácil que levam, seja por se importarem com os outros ou mesmo por quererem se dar bem, usando a deficiência para satisfazer seus desejos mais primitivos, como comer, beber e até mesmo transar.
Após assistir ao filme e ficar com a sensação de cegueira dos personagens (devido ao jogo claro-escuro, utilizado intencionalmente por Meirelles), vi o quanto as adversidades são capazes de transformar os seres humanos e fazer com que prestemos mais atenção a quem nos rodeia, cumprimentando, oferecendo ajuda, ouvindo queixas e conselhos.
Pode parecer clichê, mas o longa reforça que bondade e altruísmo são virtudes importantes para construirmos um mundo mais justo.
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