Atividades culturais são sempre muito legais, porque além de nos divertir ensinam conteúdos importantes sem ser por obrigação, o que nos ajuda a se dar bem em diversas situações. E não é que a gente acaba aprendendo?
Para falar sobre as atividades que ensinam ciências e biologia, o Intercultura entrevistou o biólogo Tiago Dinis, que é professor em escolas da rede pública e particular, e tem 10 anos de experiência.
De cara, ele logo indica as atividades culturais na área: “lá no Ipiranga tem o Museu de Zoologia, que abriu um aquário com diversos animais marinhos e de água doce; no Butantã tem o Instituto Butantã e a própria USP, com os museus de Anatomia, Geociências e os laboratórios e bibliotecas voltadas para as biociências". Tiago também recomenda o Instituto Biológico, perto do Ibirapuera, e dentro do parque destaca o departamento de aves e um viveiro de plantas. Em Interlagos e Itaquera, o professor conta que são realizados trabalhos de educação ambiental nos respectivos SESCs, e que próximo à estação São Judas do metrô tem o Zoológico, o Simba Safari e o Jardim Botânico. Ele cita, ainda, no parque da Água Branca, o Mugeo (museu de geologia com rochas e fósseis) e o aquário, além do instituto de Pesca. Ufa! Tem lugar à beça para aprender ciência se divertindo!
E tem mais. O biólogo conta que na região da Cantareira tem o Horto Florestal e, dentro de suas dependências, o Instituto Florestal com uma biblioteca, os três núcleos do parque da Cantareira, todos com muita Mata Atlântica, Pedra Branca (com uma vista linda da cidade de São Paulo, um museu e várias trilhas, além do lago das carpas), o Núcleo Engordador (com queda d’água e equipamentos de abastecimento de São Paulo), como também o núcleo Águas Claras. "Na região de Santana há, ainda, o Centro de Zoonoses de São Paulo. Na Lapa, a Estação Ciência (foto) também é uma ótima pedida”, acrescenta. E é mesmo. Recentemente estive na Estação Ciência e me diverti muito com as bolhas de sabão usadas para ensinar geometria e com a água produzindo eletricidade. Também curti o pequeno planetário: a gente fica deitado no chão e aprende sobre os corpos celestes por meio do guia.
Isso tudo sem contar os parques e a represa Billings, que, segundo Tiago, são atrativos para biólogos e afins. E para quem mora nas cidades próximas, também tem mais dicas: os aquários de Guarujá e Santos.
Apesar de citar esta listona de sugestões culturais biológicas, o professor acha que poderia haver mais lugares onde se praticasse e ensinasse ciência. Para ele, existem alguns lugares que são mal aproveitados por falta de divulgação e de interesse da população. “A ciência no Brasil é pouco estimulada”, observa.
E falando em falta de interesse, Tiago acredita que poucos jovens se interessam por ciência, seja pelo descaso do ensino público, pela falta de verba ou pelo excesso de atividades hoje em dia. “É difícil disputar o jovem com a internet, os vídeos games, os celulares e os MP3. A ciência deve ser estimulada desde cedo sem interrupções e com muito incentivo, de preferência mostrando tecnologias novas para seduzi-lo”, diz.
O professor destaca que, além de informações para o resto de sua vida, o conhecimento de ciências biológicas pode propiciar uma carreira e o desenvolvimento em áreas de ciências básicas e técnicas, como engenharia, medicina, computação, etc. “O Brasil ganharia ainda mais com o desenvolvimento de novas tecnologias e com a diminuição da criminalidade”, vai além o biólogo.
E para saber mais e aproveitar o que a cultura do “natural” tem a oferecer, Tiago indica os sites do Cempre, da revista Envolverde e do Ambiente Brasil. “Quem quiser bater um papo comigo sobre ciência e biologia pode entrar no meu blog, que fala sobre esses assuntos, é o Ambiente Urbano”, finaliza.
E aí? Pronto para conhecer mais sobre animais, corpo humano e natureza? Eu tô dentro! Instituto Butantã, aí vou eu!
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
terça-feira, 21 de outubro de 2008
História de São Paulo retratada em quadros
Fonte: Newsletter Viva o Centro Começa hoje a mostra Acervo BM&FBovespa, no Espaço Cultural BM&FBovespa, exposição gratuita que reúne obras feitas nos séculos 19 e 20.
A mostra reúne 28 obras de 19 artistas, que percorre a história a partir do século 19, com a apresentação de uma coleção de aquarelas do inglês Edmund Pink, que revelam a cidade de São Paulo à época da Independência. A impressão do estrangeiro, que chegou ao Brasil em 1821, pode ser apreciado em Perfil da Cidade de São Paulo, Panorama da Cidade de São Paulo e Praça da Catedral, São Paulo.
Já Anita Malfatti apresenta uma ambientação típica da escola de Paris em Interior de Mônaco e temas folclóricos, como em Batizado na Roça (foto) . O carioca Di Cavalcanti retrata, com bom humor, o samba, os pescadores, o malandro e a mulata em Mulheres.
O público poderá conferir ainda Benedito Calixto, Clovis Graciano, Francisco Rebolo, Alfredo Volpi e Ernesto de Fiori, entre outros.
Serviço
Espaço Cultural BM&FBovespa
Praça Antonio Prado, 48
Tel.: 3119-2404
Ter (21/10), das 10h às 18h. Até dia 31/10
Grátis
http://www.bmf.com.br/
Metrô São Bento
Comentário
Conhecer História por meio de obras de arte é uma experiência ótima, pois a visão traz inúmeras informações, como um livro, nos levando a relacionar o que conhecemos com aquelas imagens. Esta exposição é importante porque retrata a cidade onde vivemos, mostrando São Paulo nos séculos passados. Infelizmente, muitas pessoas acabam não tendo contato com a cultura do próprio lugar onde moram e não criam afinidades com a cidade, como se não fizessem parte dela.
Um exemplo: um amigo que morava em São Paulo mudou-se com a família para São Vicente e, em uma aula de História no Ensino Médio, o professor perguntou qual foi a primeira cidade do Brasil. O único que sabia a resposta (São Vicente) era ele: o paulistano! Isso mostra um certo distanciamento ou falta de interesse pela história da cidade por parte dos adolescentes de São Vicente.
O bacana da exposição Acervo BM&FBovespa é que ela apresenta São Paulo como importante palco de manifestações artísticas, pois foi aqui, mais especificamente no Teatro Municipal, que, em 1922, aconteceu a Semana da Arte Moderna, reunindo música, literatura e pintura em um dos mais importantes eventos culturais não só da cidade, mas também do Brasil.
E isso, com certeza, se reflete no que a cidade é hoje: referência em teatro, cinema e arte, ou seja, reduto da cultura. O que se prova com a quantidade de casas show, casas de cultura, teatros e cinemas em São Paulo.
Por isso, não perca a oportunidade de conhecer mais São Paulo e os artistas que ajudaram a fazer sua história, explicando o que ela é hoje!
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Notícia: Cegueira" nos EUA chega perto de arrecadação no Brasil

Da Folha Online
O filme "Ensaio sobre a Cegueira", de Fernando Meirelles, ficou em 12º lugar na arrecadação de bilheteria nos cinemas do mercado dos Estados Unidos e Canadá no período que vai da última sexta-feira (3) até o último domingo (5).
O longa-metragem arrecadou US$ 2 milhões (R$ 4,3 milhões). No Brasil, o filme está em sua quarta semana de exibição e arrecadou até agora R$ 4,7 milhões.
O filme tem no elenco Julianne Moore e Mark Ruffalo e abriu o último Festival de Cannes, por isso, o fim de semana de estréia foi considerado ruim pela revista americana especializada em entretenimento "The Hollywood Reporter".
Nos EUA e Canadá, o filme foi exibido em 1.690 cinemas. O longa-metragem é distribuído lá pela Miramax.
"Obviamente, nós estamos desapontados com os resultados da bilheteria", disse o executivo Daniel Battsek, da Miramax.
"Infelizmente, mesmo com a categoria do diretor e o talento envolvido, o tempo de lançamento de um projeto tão desafiador trabalhou contra nós", afirmou Battsek.
O filme "Ensaio sobre a Cegueira", de Fernando Meirelles, ficou em 12º lugar na arrecadação de bilheteria nos cinemas do mercado dos Estados Unidos e Canadá no período que vai da última sexta-feira (3) até o último domingo (5).
O longa-metragem arrecadou US$ 2 milhões (R$ 4,3 milhões). No Brasil, o filme está em sua quarta semana de exibição e arrecadou até agora R$ 4,7 milhões.
O filme tem no elenco Julianne Moore e Mark Ruffalo e abriu o último Festival de Cannes, por isso, o fim de semana de estréia foi considerado ruim pela revista americana especializada em entretenimento "The Hollywood Reporter".
Nos EUA e Canadá, o filme foi exibido em 1.690 cinemas. O longa-metragem é distribuído lá pela Miramax.
"Obviamente, nós estamos desapontados com os resultados da bilheteria", disse o executivo Daniel Battsek, da Miramax.
"Infelizmente, mesmo com a categoria do diretor e o talento envolvido, o tempo de lançamento de um projeto tão desafiador trabalhou contra nós", afirmou Battsek.
Crítica
A Cegueira de nossa alma.
As adaptações de obras literárias para as telas do cinema estão sujeitas a críticas depreciativas. Há pessoas que acham o livro infinitamente melhor que o filme por causa dos diálogos mais densos, da descrição mais aprofundada dos ambientes e de outros fatores que são suprimidos na obra cinematográfica.
Para mim, o filme faz uma leitura realista da sociedade atual. Por um lado, os personagens são vítimas da súbita “cegueira branca” que os acomete e, por causa dela são excluídos da sociedade e enjaulados como animais.
Isso também acontece na vida real, com diversas categorias sociais consideradas “incapazes” por uma grande parcela da população como os idosos e os deficientes.
Porém se nos colocarmos na pele das personagens, veremos que são também os causadores de todo o mal, seja pela vida fácil que levam, seja por se importarem com os outros ou mesmo por quererem se dar bem, usando a deficiência para satisfazer seus desejos mais primitivos, como comer, beber e até mesmo transar.
Após assistir ao filme e ficar com a sensação de cegueira dos personagens (devido ao jogo claro-escuro, utilizado intencionalmente por Meirelles), vi o quanto as adversidades são capazes de transformar os seres humanos e fazer com que prestemos mais atenção a quem nos rodeia, cumprimentando, oferecendo ajuda, ouvindo queixas e conselhos.
As adaptações de obras literárias para as telas do cinema estão sujeitas a críticas depreciativas. Há pessoas que acham o livro infinitamente melhor que o filme por causa dos diálogos mais densos, da descrição mais aprofundada dos ambientes e de outros fatores que são suprimidos na obra cinematográfica.
Para mim, o filme faz uma leitura realista da sociedade atual. Por um lado, os personagens são vítimas da súbita “cegueira branca” que os acomete e, por causa dela são excluídos da sociedade e enjaulados como animais.
Isso também acontece na vida real, com diversas categorias sociais consideradas “incapazes” por uma grande parcela da população como os idosos e os deficientes.
Porém se nos colocarmos na pele das personagens, veremos que são também os causadores de todo o mal, seja pela vida fácil que levam, seja por se importarem com os outros ou mesmo por quererem se dar bem, usando a deficiência para satisfazer seus desejos mais primitivos, como comer, beber e até mesmo transar.
Após assistir ao filme e ficar com a sensação de cegueira dos personagens (devido ao jogo claro-escuro, utilizado intencionalmente por Meirelles), vi o quanto as adversidades são capazes de transformar os seres humanos e fazer com que prestemos mais atenção a quem nos rodeia, cumprimentando, oferecendo ajuda, ouvindo queixas e conselhos.
Pode parecer clichê, mas o longa reforça que bondade e altruísmo são virtudes importantes para construirmos um mundo mais justo.
terça-feira, 7 de outubro de 2008
O jogo da vida real nas telas do cinema
Comparando a vida com uma partida de futebol, os diretores Walter Salles e Daniela Thomas contam a história de uma mãe e seus quatro filhos homens no “Linha de Passe”, filme brasileiro concorrente à Palma de Ouro.Ao assistir à película, é impossível não reparar na atuação brilhante de todos os atores, inclusive dos coadjuvantes. Na verdade, Daniela conta que não houve figurantes. São pessoas encenando sua própria rotina, como os fiéis na igreja e os meninos que passam pelas peneiras nos clubes de futebol, tentando a riqueza e a fama dos jogadores. A família mora na Cidade Líder, bairro paulistano.
Falando dos personagens principais, é meio óbvio dizer que Sandra Corveloni (a mãe Cleuza) foi excepcional em seu papel, já que ela ganhou o Cannes de melhor atriz este ano.
Outro destaque é o pequeno Reginaldo, interpretado por Kaique de Jesus Santos, que tenta descobrir quem é o pai e passa o dia circulando pelos ônibus da cidade. Ele é tão natural, que em algumas cenas parece estar improvisando, como na hilária parte em que diz ao irmão Dario para pedir desculpas a ele, não sem ouvir as reclamações daquele, que enquanto xinga é interrompido pelo mais novo: “ó, não estou ouvindo as desculpas!”, e fala com a mão na orelha.
Aliás, Dario é interpretado por Vinicius de Oliveira, que ficou famoso no papel de Josué em “Central do Brasil” (lembra, aquele menino que perdeu a mãe e teve a ajuda da personagem de Fernanda Montenegro?), também de Salles. Desta vez, ele faz um adolescente que pretende ser jogador de futebol, mas já fez 18 anos e ainda não conseguiu, apesar de participar de várias peneiras e jogar bem. Seu problema, no começo, era ser “fominha”.
Outro filho de Cleuza é Dinho (José Geraldo Rodrigues), um frentista evangélico que esconde um passado podre não revelado. Por fim, tem o Dênis (João Baldasserini), motoboy que sustenta o filho (ou, melhor, tenta) e é pressionado pela mãe da criança para pagar a pensão, mas vive na pindaíba.
Os três filhos que têm o nome começado pela letra “D” são de um pai – e não se sabe o que aconteceu com ele –, já Reginaldo é de outro, um negro “carvão”, como ele pensa que deve ser por causa da cor de sua pele, já que a mãe é branca. E ela, a mãe, já está grávida, mas não sabe, ou não revela, quem é pai. Cleuza é corinthiana roxa, trabalha como doméstica e fica o dia todo fora.
São essas as personagens, que encenam alguns trechos baseados em histórias reais. Os personagens jogam com a vida, passando a bola um para o outro, se ajudando ou se criticando, como uma família é, independente de classe social. Sai briga? Claro! Defendem-se? Também! Ajudam? Sim!
Mas não é fácil... cena comum no longa é a de Cleuza tentando desentupir a pia da cozinha, mais de uma vez. É, minha amiga, a vida não flui... a água não desce, parece que não anda... Quem nunca se sentiu assim? “Não tem um homem nessa casa para desentupir essa pia??”. A gente apela e pede ajuda. A vida está tão complicada para Cleuza para até o Corinthians está na 2ª Divisão do Campeonato Brasileiro, para alegria da torcida anticorinthiana. É para não esquecer esse momento real.
Apesar da pobreza retratada, os diretores tiveram o cuidado de mostrar que não existe só bandido na periferia. As pessoas têm sonhos e fazem de tudo por eles. A tentação existe, mas o mundo não é separado entre bom e maus, com cada um num espaço territorial demarcado.
Algumas pessoas podem achar a cena de sexo, o excesso de palavrões e o sangue de um motoqueiro acidentado na rua um exagero, mas faz parte. Fazem parte da vida esses momentos. E a forma tão natural com que foram apresentados no filme não torna estes retratos extravagantes, mas sim parte de uma composição perfeita, mostrando a vida como ela é. Não só a sofrida – pelo amor de deus –, mas a real. Quem não almeja, quem não tem raiva, quem não tem idéias idiotas, quem não quer ser feliz? Com “Linha de passe”, Salles e Daniela fizeram uma crônica urbana.
E essa crônica não tem fim, é cíclica, é ativa e reativa. O clímax vem para todos os personagens ao mesmo tempo, no final do filme, mas eles estão sozinhos com suas decisões. Cada um enfrentando o que pode e o que não pode por suas próprias pernas, defendendo valores sociais como posição profissional e caráter. É a livre escolha, é a que leva os personagens não a um final fechado, mas a novas oportunidades na vida, conseqüência do que se escolheu seguir.
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Nossos vizinhos: nosotros también tenemos calidad
Nem só de Harry Potter, Guerra nas Estrelas, Batman e Indiana Jones vive o cinema. É claro que não há como não reconhecer o poder de Hollywood na produção cinematográfica, mas não só eles fazem filmes interessantes e de boa qualidade.
Quem gosta muito de cinema, e assiste a muitos longas por semana, às vezes sente a necessidade de fugir das produções hollywoodianas e assistir a estilos, histórias e visões diferentes.
Talvez esse “diferente” esteja mais próximo do que se imagina, em algum país vizinho. Vamos direto ao assunto: você conhece o cinema latino-americano? Argentina, Bolívia, Colômbia, Cuba, Equador, México, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela também produzem filmes. E muitos são de boa qualidade. Inclusive, estes países estiveram presentes no 3ª Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo, que aconteceu no Memorial da América Latina, na Cinemateca, no Cinesesc e no Cinusp, de 8 a 13 de julho deste ano.
“O cinema feito na nossa região tem merecido justo destaque internacional nos anos recentes. Isto se deve à elevação do seu grau de profissionalização, à sinergia com os demais meios de comunicação e à criatividade dos temas abordados”, declara no site oficial do evento (http://www.festlatinosp.com.br/) José Serra, governador do Estado de São Paulo.
Para falar sobre o cinema latino-americano, entrevistamos dois especialistas: Marilia Franco, professora assistente doutor do Departamento de Cinema Rádio e TV da Escola de Comunicações e Artes da USP – que também foi diretora docente da Escuela Internacional de Cine y TV em Cuba –, e o cinéfilo Ravi Santana, jornalista do Guia da Semana.
Características
Vamos começar pelas características cinematográficas latino-americanas. Marilia explica que estes países têm culturas muito específicas e muito fortes, sobretudo aqueles em que as culturas indígenas ainda têm peso muito grande. “Essas particularidades ficam bastante evidentes nas cinematografias, embora haja um tema comum que é o subdesenvolvimento e a desigualdade social”, descreve.
Já Ravi acredita que, hoje, como muitos filmes latinos não são produzidos por uma só nação, fica difícil identificar o país de produção de determinados filmes. Por exemplo, “Leonera” (2008), [veja trailer] um dos sucessos argentinos recentes, é uma co-produção com o Brasil e a Coréia do Sul.
E quanto ao tipo malandro, sensual e que tira vantagem de tudo, como os latinos são retratados em muitas produções hollywoodianas? Ah, os engajados não se preocupam com isso, diz Marilia, o calo é mais embaixo. “O chamado cinema engajado latino-americano não pretende reverter a imagem distorcida que os estereótipos do cinema norte-americano criaram, mas sim produzir um cinema que afirme a situação de subdesenvolvimento como conseqüência da ocupação político-econômico-ideológica do continente para servir aos interesses norte-americanos”.
Em tempos mais contemporâneos – continua a professora –, as cinematografias latino-americanas estão mais afirmativas de seus próprios valores nacionais como forma de consolidar um espaço cultural e artístico próprio que preencha os vazios deixados pela superficialidade, violência e banalidade das produções norte-americanas. Em outras palavras, um tapa na cara dos hollywoodianos.
Para Ravi, o cinema, antes de tudo, é um espelho da sociedade. “Essa visão dos estadunidenses ainda existe, mas não é mais tão comum como há vinte ou trinta anos. Isto deve representar não uma preocupação maior dos produtores de Hollywood, mas um conhecimento mais aprofundado do americano médio sobre os povos que vivem ao seu redor”, diz.
Concordando com a professora, o jornalista não acredita que exista dentro da classe cinematográfica alguém que tenha em mente passar ao mundo uma imagem mais realista de quem é o povo latino-americano. “Acredito que quando alguém faz um filme, ele pensa antes de tudo em tirar um retrato do que representa para ele a sociedade. Sempre vai haver preconceito, mas se alguém realizar um filme querendo desfazer estes preconceitos, ninguém vai se interessar pela obra”, analisa.
Ditadura
Agora, uma pergunta que pode estar na cabeça de muitos: por que o cinema latino-americano aborda tanto a ditadura vivida por estes países? Por exemplo, o chileno “Machuca” (2004), o argentino “A história oficial” (1985) e o brasileiro “O que é isso companheiro?” (1997).
De acordo com Marilia, este tema é freqüente porque a América Latina viveu um circuito de ditaduras militares muito duras ao longo de todo o século XX. Essas ditaduras, sustentadas por interesses político-econômicos da guerra fria, comandada pelos EUA, cerceavam fortemente as atividades culturais e artísticas, que sempre foram mais críticas e libertárias. O cinema foi uma das atividades criativas mais atingidas por essas situações, observa a professora.
Contando sua experiência, Ravi diz que uma vez entrevistou o diretor Helvécio Ratton sobre o filme brasileiro “Batismo de Sangue" (2007), [leia crítica] e o questionou a respeito de haver tantos filmes ultimamente sobre a ditadura aqui no Brasil – resposta que pode enquadrar também nos demais países. “Ele disse que a maioria dos cineastas que foram de alguma forma envolvidos com o Regime Militar e que tiveram suas vidas afetadas pela ditadura hoje tem a maturidade e um distanciamento adequado para poder falar sobre isso, então eles querem aproveitar este momento para expurgar esses sentimentos”, declara, comparando com o fato de ter havido vários filmes estadunidenses sobre a Guerra do Vietnã, algum tempo atrás.
Poder norte-americano
Sobre a dificuldade de os filmes latino-americanos entrarem no nosso mercado, apesar da grande produção cultural, Marilia aponta o poder norte-americano. Ela explica que o cinema norte-americano ocupou as telas latino-americanas a partir da década de 1920, no seu primeiro movimento expansionista. Ocupou telas inclusive em países que mal começavam a produzir suas próprias imagens. “Desde então, a base do desenvolvimento cinematográfico, que é o tripé formado por produção/distribuição/exibição, ficou fracionado, e os países latino-americanos nunca puderam superar esse rompimento, pelos mesmos motivos da ocupação política que acabou por fomentar e sustentar as várias formas de ditadura que se distribuíram pelo continente”, diz.
Ravi concorda. Para ele, o mercado é quase todo dominado pela indústria dos EUA, e o que não é, tem de ser dividido entre cinema oriental, europeu, latino-americano e nacional, sobrando pouco espaço para cada um deles. Além disso, analisa a falta de infra-estrutura no Brasil. “O grande problema do mercado exibidor no país é que ele quase não existe. Há diversas opções em grandes cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro, mas a maioria dos municípios sequer tem uma sala”, ressalta.
Argentinos x brasileiros
E a briga entre argentinos e brasileiros, tão típica do futebol, também existe no cinema? Quer dizer, os filmes de “nuestros hermanos” são mais valorizados que os nossos por aí? Não para Marilia e Ravi.
Segundo a professora, o que existe no Brasil é uma recepção favorável ao cinema argentino, “sobretudo entre alguns críticos e intelectuais que vêem um maior engajamento político e uma maior ousadia estética nos filmes argentinos”.
Já o jornalista defende nosso país destacando que temos hoje diretores de bastante respeito no mundo todo, principalmente Fernando Meirelles e Walter Salles, mas não só eles. E toca em um ponto polêmico: “a questão do cinema argentino é que há um valor maior para ele, talvez, em seu próprio país, o que pouco acontece aqui. Questões culturais acabaram fazendo com que o cinema nacional fosse algo desprezado pela população brasileira, e esta é a maior dificuldade em se ter sucesso com um filme aqui”. Hum... quantos filmes brasileiros você já assistiu?
Para melhorar
Está ruim? Está bom? Pode melhorar? O que falta para o maior desenvolvimento do cinema em países latino-americanos e o que falta para sua maior divulgação?
“Falta exatamente a religação do circuito criativo do fazer cinematográfico, pois sendo o cinema uma atividade cara, que primeiro produz para depois reaver o capital investido, jamais será possível desenvolver a atividade se os filmes produzidos não tiverem telas para chegarem ao público”, declara Marilia, acrescentando que essas telas jamais estarão disponíveis se a distribuição e a exibição continuarem nas mãos da indústria norte-americana.
Ravi também acha isso. “Não sei como estão os demais países, mas sei que ao menos Brasil e Argentina tem uma grande facilidade em produzir, mas não é tão simples mostrar o que foi feito, principalmente aqui”, opina. Para ele, é preciso que haja um movimento para incentivar o acesso aos filmes, seja em projetos como o Cine Tela Brasil, da Lais Bodansky e do Luiz Bolognese, seja de outra forma. “Mas o povo dificilmente vai pagar R$ 20 para ver algo em que ele não tem confiança. Talvez não pague nem mesmo se gostar de filme nacional. Além disso, a divulgação dos filmes é bastante falha. Em um filme de Hollywood há uma preocupação desde o começo em registrar fotos de produção, disponibilizar entrevistas, material para a imprensa, coisa que nos filmes brasileiros pouco acontece. Assim a imprensa acaba se cansando e deixa de divulgar obras que são muito boas”, finaliza.
Dicas de filmes latino-americanos (Top 3)
“O Banheiro do Papa", 2007 – Brasil, Uruguai e França
Direção: César Charlone e Enrique Fernández [visite o site do filme]
"Morango e Chocolate", 1994 – Cuba, México e Espanha
Direção: Tomás Gutiérrez Alea e Juan Carlos Tabío [leia análise ]
“Nove Rainhas", 2000 – Argentina
Direção: Fabián Bielinsky [visite site com a sinopse do filme]
Quem gosta muito de cinema, e assiste a muitos longas por semana, às vezes sente a necessidade de fugir das produções hollywoodianas e assistir a estilos, histórias e visões diferentes.
Talvez esse “diferente” esteja mais próximo do que se imagina, em algum país vizinho. Vamos direto ao assunto: você conhece o cinema latino-americano? Argentina, Bolívia, Colômbia, Cuba, Equador, México, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela também produzem filmes. E muitos são de boa qualidade. Inclusive, estes países estiveram presentes no 3ª Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo, que aconteceu no Memorial da América Latina, na Cinemateca, no Cinesesc e no Cinusp, de 8 a 13 de julho deste ano.
“O cinema feito na nossa região tem merecido justo destaque internacional nos anos recentes. Isto se deve à elevação do seu grau de profissionalização, à sinergia com os demais meios de comunicação e à criatividade dos temas abordados”, declara no site oficial do evento (http://www.festlatinosp.com.br/) José Serra, governador do Estado de São Paulo.
Para falar sobre o cinema latino-americano, entrevistamos dois especialistas: Marilia Franco, professora assistente doutor do Departamento de Cinema Rádio e TV da Escola de Comunicações e Artes da USP – que também foi diretora docente da Escuela Internacional de Cine y TV em Cuba –, e o cinéfilo Ravi Santana, jornalista do Guia da Semana.
Características
Vamos começar pelas características cinematográficas latino-americanas. Marilia explica que estes países têm culturas muito específicas e muito fortes, sobretudo aqueles em que as culturas indígenas ainda têm peso muito grande. “Essas particularidades ficam bastante evidentes nas cinematografias, embora haja um tema comum que é o subdesenvolvimento e a desigualdade social”, descreve.
Já Ravi acredita que, hoje, como muitos filmes latinos não são produzidos por uma só nação, fica difícil identificar o país de produção de determinados filmes. Por exemplo, “Leonera” (2008), [veja trailer] um dos sucessos argentinos recentes, é uma co-produção com o Brasil e a Coréia do Sul.
E quanto ao tipo malandro, sensual e que tira vantagem de tudo, como os latinos são retratados em muitas produções hollywoodianas? Ah, os engajados não se preocupam com isso, diz Marilia, o calo é mais embaixo. “O chamado cinema engajado latino-americano não pretende reverter a imagem distorcida que os estereótipos do cinema norte-americano criaram, mas sim produzir um cinema que afirme a situação de subdesenvolvimento como conseqüência da ocupação político-econômico-ideológica do continente para servir aos interesses norte-americanos”.
Em tempos mais contemporâneos – continua a professora –, as cinematografias latino-americanas estão mais afirmativas de seus próprios valores nacionais como forma de consolidar um espaço cultural e artístico próprio que preencha os vazios deixados pela superficialidade, violência e banalidade das produções norte-americanas. Em outras palavras, um tapa na cara dos hollywoodianos.
Para Ravi, o cinema, antes de tudo, é um espelho da sociedade. “Essa visão dos estadunidenses ainda existe, mas não é mais tão comum como há vinte ou trinta anos. Isto deve representar não uma preocupação maior dos produtores de Hollywood, mas um conhecimento mais aprofundado do americano médio sobre os povos que vivem ao seu redor”, diz.
Concordando com a professora, o jornalista não acredita que exista dentro da classe cinematográfica alguém que tenha em mente passar ao mundo uma imagem mais realista de quem é o povo latino-americano. “Acredito que quando alguém faz um filme, ele pensa antes de tudo em tirar um retrato do que representa para ele a sociedade. Sempre vai haver preconceito, mas se alguém realizar um filme querendo desfazer estes preconceitos, ninguém vai se interessar pela obra”, analisa.
Ditadura
Agora, uma pergunta que pode estar na cabeça de muitos: por que o cinema latino-americano aborda tanto a ditadura vivida por estes países? Por exemplo, o chileno “Machuca” (2004), o argentino “A história oficial” (1985) e o brasileiro “O que é isso companheiro?” (1997).
De acordo com Marilia, este tema é freqüente porque a América Latina viveu um circuito de ditaduras militares muito duras ao longo de todo o século XX. Essas ditaduras, sustentadas por interesses político-econômicos da guerra fria, comandada pelos EUA, cerceavam fortemente as atividades culturais e artísticas, que sempre foram mais críticas e libertárias. O cinema foi uma das atividades criativas mais atingidas por essas situações, observa a professora.
Contando sua experiência, Ravi diz que uma vez entrevistou o diretor Helvécio Ratton sobre o filme brasileiro “Batismo de Sangue" (2007), [leia crítica] e o questionou a respeito de haver tantos filmes ultimamente sobre a ditadura aqui no Brasil – resposta que pode enquadrar também nos demais países. “Ele disse que a maioria dos cineastas que foram de alguma forma envolvidos com o Regime Militar e que tiveram suas vidas afetadas pela ditadura hoje tem a maturidade e um distanciamento adequado para poder falar sobre isso, então eles querem aproveitar este momento para expurgar esses sentimentos”, declara, comparando com o fato de ter havido vários filmes estadunidenses sobre a Guerra do Vietnã, algum tempo atrás.
Poder norte-americano
Sobre a dificuldade de os filmes latino-americanos entrarem no nosso mercado, apesar da grande produção cultural, Marilia aponta o poder norte-americano. Ela explica que o cinema norte-americano ocupou as telas latino-americanas a partir da década de 1920, no seu primeiro movimento expansionista. Ocupou telas inclusive em países que mal começavam a produzir suas próprias imagens. “Desde então, a base do desenvolvimento cinematográfico, que é o tripé formado por produção/distribuição/exibição, ficou fracionado, e os países latino-americanos nunca puderam superar esse rompimento, pelos mesmos motivos da ocupação política que acabou por fomentar e sustentar as várias formas de ditadura que se distribuíram pelo continente”, diz.
Ravi concorda. Para ele, o mercado é quase todo dominado pela indústria dos EUA, e o que não é, tem de ser dividido entre cinema oriental, europeu, latino-americano e nacional, sobrando pouco espaço para cada um deles. Além disso, analisa a falta de infra-estrutura no Brasil. “O grande problema do mercado exibidor no país é que ele quase não existe. Há diversas opções em grandes cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro, mas a maioria dos municípios sequer tem uma sala”, ressalta.
Argentinos x brasileiros
E a briga entre argentinos e brasileiros, tão típica do futebol, também existe no cinema? Quer dizer, os filmes de “nuestros hermanos” são mais valorizados que os nossos por aí? Não para Marilia e Ravi.
Segundo a professora, o que existe no Brasil é uma recepção favorável ao cinema argentino, “sobretudo entre alguns críticos e intelectuais que vêem um maior engajamento político e uma maior ousadia estética nos filmes argentinos”.
Já o jornalista defende nosso país destacando que temos hoje diretores de bastante respeito no mundo todo, principalmente Fernando Meirelles e Walter Salles, mas não só eles. E toca em um ponto polêmico: “a questão do cinema argentino é que há um valor maior para ele, talvez, em seu próprio país, o que pouco acontece aqui. Questões culturais acabaram fazendo com que o cinema nacional fosse algo desprezado pela população brasileira, e esta é a maior dificuldade em se ter sucesso com um filme aqui”. Hum... quantos filmes brasileiros você já assistiu?
Para melhorar
Está ruim? Está bom? Pode melhorar? O que falta para o maior desenvolvimento do cinema em países latino-americanos e o que falta para sua maior divulgação?
“Falta exatamente a religação do circuito criativo do fazer cinematográfico, pois sendo o cinema uma atividade cara, que primeiro produz para depois reaver o capital investido, jamais será possível desenvolver a atividade se os filmes produzidos não tiverem telas para chegarem ao público”, declara Marilia, acrescentando que essas telas jamais estarão disponíveis se a distribuição e a exibição continuarem nas mãos da indústria norte-americana.
Ravi também acha isso. “Não sei como estão os demais países, mas sei que ao menos Brasil e Argentina tem uma grande facilidade em produzir, mas não é tão simples mostrar o que foi feito, principalmente aqui”, opina. Para ele, é preciso que haja um movimento para incentivar o acesso aos filmes, seja em projetos como o Cine Tela Brasil, da Lais Bodansky e do Luiz Bolognese, seja de outra forma. “Mas o povo dificilmente vai pagar R$ 20 para ver algo em que ele não tem confiança. Talvez não pague nem mesmo se gostar de filme nacional. Além disso, a divulgação dos filmes é bastante falha. Em um filme de Hollywood há uma preocupação desde o começo em registrar fotos de produção, disponibilizar entrevistas, material para a imprensa, coisa que nos filmes brasileiros pouco acontece. Assim a imprensa acaba se cansando e deixa de divulgar obras que são muito boas”, finaliza.
Dicas de filmes latino-americanos (Top 3)
“O Banheiro do Papa", 2007 – Brasil, Uruguai e França
Direção: César Charlone e Enrique Fernández [visite o site do filme]
"Morango e Chocolate", 1994 – Cuba, México e Espanha
Direção: Tomás Gutiérrez Alea e Juan Carlos Tabío [leia análise ]
“Nove Rainhas", 2000 – Argentina
Direção: Fabián Bielinsky [visite site com a sinopse do filme]
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Orkut também é cultura
Não só para saber da vida alheia e reencontrar conhecidos de longa data serve o site de relacionamentos Orkut. Até jornalistas e departamentos de RH de empresas têm usado o espaço para obter “mais informações” sobre algo ou alguém. Ou seja, o Orkut pode ser fonte de informação, e boa informação.As comunidades são ótimos locais para conhecer pessoas que sabem o que falam sobre determinado assunto, o negócio é garimpar, porque também têm aquelas que nem português sabem escrever...
Algumas comunidades podem até ter um tema bacana, mas quando você entra, a última postagem nos tópicos é bem antiga ou, ainda, só tem spam, o que indica a falta de um moderador ativo. Aí não dá. E aquelas que só têm joguinhos, tipo: “qual foto da pessoa acima é a mais bonita”, “que música você dedica para a pessoa de cima”... me poupe.
Mas há comunidade que oferecem informações úteis, como a “São Paulo Cultural”, que toda hora ganha uma nova resposta a algum tópico. Nela você pode encontrar dicas de filmes, exposições, peças ou musicais, e, de quebra, pode conhecer muita gente legal que tope fazer esses programas com você. Eles estão tentando organizar um encontro cultural para reunir pessoas da comu em algum local. Fique de olho.
Na área de eventos também estão listadas atrações para não se perder nada de bom que tem em São Paulo, desde as mais caras até as gratuitas, em todos os cantos da cidade. Até curso e lançamentos de livros estão por lá.
E tem outra. A comu “Centro Cultural São Paulo” também é legal. Eles dão dicas do que gostam mais no local e das coisas que irritam, como as conversas na biblioteca... ou seja, vá preparado! Apesar de ser uma comunidade sobre o Centro Cultural, as pessoas abrem tópicos muito pertinentes sobre política, é um bom local para discussão.
Ah! Abriram um sobre um projeto muito legal que eu não conhecia. Você sabia que livros são perdidos de propósito por aí? A intenção é as pessoas lerem livros e depois os deixarem perdidos para outra pessoa achar, ler e perder de novo. Em algum lugar do livro tem um site e um código para você saber onde anda o livro que você perdeu ou por onde já passou o livro que você achou. O site citado no tópico “Eu achei um livro” é o http://www.livr.us/. Nele está escrito: “’Perca um Livro’ é uma iniciativa que pretende trazer para o Brasil uma prática internacional de incentivo à leitura. A idéia é ‘perder’ um livro em lugar público para ser achado e lido por outras pessoas que, então, farão o mesmo. O objetivo é fazer do mundo inteiro uma livraria”. Bacana, né? No site tem mais informações.
Viu? Orkut não é só besteira, não. Apesar de ser usado para tantas bobagens...
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