
"Minha música não é para fazer ninguém se rebelar. É para fazer as pessoas quererem trepar."
Janis Joplin, cantora estadunidense de blues, diz o wikiquote.
Janis Joplin, cantora estadunidense de blues, diz o wikiquote.
Cultura para mim, para você e para todos
O blog Cinema com Rapadura é uma ótima opção para quem quer saber tudo o que está por vir (e o que já veio) nas telas do cinema. Os textos são detalhados ("Sobre o orçamento dilatado do projeto, com os dois filmes que o compõem tendo custado, ao todo, US$ 65 milhões, nenhuma distribuidora queria pegar o projeto") e abordam, também, o cinema latinoamericano (veja post do Che Guevara: o argentino). O blog é atualizado por diferentes pessoas, com um português impecável.
Divertido, inteligente, desbocado e muito criativo é o blog do Louco da Motosserra. "Louco, ansioso, hétero e gosta de gelatina light" é a descrição do blogger: Roger. Os textos trazem situações inusitadas de sua vida e de alguns amigos ("As pessoas freqüentemente me perguntam qual seria o motivo de eu ser louco. As pessoas as quais eu convivo e convivi que me deixaram assim"), dicas de como infernizar os colegas de trabalho ("Nada mais gostoso que deixar seus coleguinhas de trabalho de cabelo em pé e querendo matar um. As mulheres sempre estorvam mais rápido. Eu venho me especializando nessa arte há muitos anos e com essas dicas, você também poderá infernizar a galera aí do seu escritório. É essencial ter mais um doente mental como você pra fazer essas insanidades"), críticas a algumas manias sociais ("Se tem uma coisa (mais uma, aliás) que me irrita profundamente é quando até um belo dia ninguém usava uma palavra pra se expressar e depois dali TUDO que é dito vira escravo dessa palavra"...), sugestão de vídeos (como o "Curumim", de Mara Maravilha) e muito mais, com uma visão um tanto despudorada ("PUTAQUEOPARIU.... BERGAMOTA É MEXIRICA?") e muito criativa ("Quantos dentes caninos tem um cachorro? Gato tem dente canino?") , que proporciona uma leitura rápida e agradável ("Eu sempre achei uma merda todas as propagandas da Wizard que envolvem o Jota Quest cantando em português e falando "Vá pra Wizard". O que tem a ver? O que os caras do Jota Quest sabem de inglês?"), quando não muitas risadas ("Um belo dia ele resolveu pular do telhado com um guarda-chuva e o fez. Se quebrou todo quando chegou ao chão porque misteriosamente o guarda-chuva não tinha amortecido sua queda. Mas o mais bacana foi quando ele cismou de beijar o freezer da geladeira e grudou a boca lá.").
Chega desses filmes de terror apelativo como "O chamado" e "O grito". O horror está em algo mais real e possível: o futuro da humanidade. É disso que trata o filme Filhos da esperança, do mexicano Alfonso Cuarón.
Idealizado por fotógrafos a pedido do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o livro, “A Arte do Artesanato Brasileiro”, retrata as obras artesanais de cada estado brasileiro através de fotografias acompanhadas por textos sucintos, o que proporciona a ele leveza e originalidade.Na introdução de cada localidade, são ressaltadas características como pratos típicos, belezas naturais, festas regionais, marcas da colonização, etc. Essa contextualização facilita a compreensão do leitor sobre o porquê da escolha dos motivos artísticos ilustrados nas peças de cada Estado.Desvenda também a relação entre o artesanato e os recursos naturais (ou não) usados na confecção dos objetos. No Acre, por exemplo, o recurso natural mais utilizado na produção artesanal é a borracha, pois o Estado abriga a maior parte da Floresta Amazônica. Já em São Paulo, a influência de elementos urbanos mistura-se a das colônias de imigrantes. Esse mix de fatores, faz do artesanato local um dos mais ricos do Brasil.A obra é também um excelente guia tanto para o profissional da área, quanto para quem curte essa arte, pois contêm o contato (e-mail, telefone e fax) de cada uma das Superintendências Regionais do Trabalho Artesanal, órgãos estaduais que supervisionam, protegem e divulgam, inclusive internacionalmente, o trabalho e os direitos do artesão brasileiro.No entanto, nessa parte do livro, palavras como Superintendência, e nomes de Estados como Paraná e Goiás, são escritos sem acento agudo. A edição deve ser mais cautelosa e cuidar para que, diante dos olhos atentos das comunidades estrangeiras, (público-alvo desta obra), não desvalorizemos nosso bem mais precioso: a Língua Portuguesa.Enfim, não é um passo a passo didático do artesanato, como as tradicionais revistas do estilo “faça você mesmo”, nem um blá-blá-blá puramente sócio-econômico dessa arte, daqueles que fariam até o economista mais experiente dormir, sem precisar contar carneirinhos ou ingerir uma cartela de tranqüilizantes.É uma “aula” de cultura que nos ensina a valorizar nossas raízes, nosso país e o trabalho do artesão, que tem nas mãos e em simples ferramentas, o poder de transformar em arte o que, para muitos, é apenas sucata ou simples restos da natureza.
(Fonte: EDUARDO SIMÕES, da Folha de S. Paulo)