Atividades culturais são sempre muito legais, porque além de nos divertir ensinam conteúdos importantes sem ser por obrigação, o que nos ajuda a se dar bem em diversas situações. E não é que a gente acaba aprendendo?
Para falar sobre as atividades que ensinam ciências e biologia, o Intercultura entrevistou o biólogo Tiago Dinis, que é professor em escolas da rede pública e particular, e tem 10 anos de experiência.
De cara, ele logo indica as atividades culturais na área: “lá no Ipiranga tem o Museu de Zoologia, que abriu um aquário com diversos animais marinhos e de água doce; no Butantã tem o Instituto Butantã e a própria USP, com os museus de Anatomia, Geociências e os laboratórios e bibliotecas voltadas para as biociências". Tiago também recomenda o Instituto Biológico, perto do Ibirapuera, e dentro do parque destaca o departamento de aves e um viveiro de plantas. Em Interlagos e Itaquera, o professor conta que são realizados trabalhos de educação ambiental nos respectivos SESCs, e que próximo à estação São Judas do metrô tem o Zoológico, o Simba Safari e o Jardim Botânico. Ele cita, ainda, no parque da Água Branca, o Mugeo (museu de geologia com rochas e fósseis) e o aquário, além do instituto de Pesca. Ufa! Tem lugar à beça para aprender ciência se divertindo!
E tem mais. O biólogo conta que na região da Cantareira tem o Horto Florestal e, dentro de suas dependências, o Instituto Florestal com uma biblioteca, os três núcleos do parque da Cantareira, todos com muita Mata Atlântica, Pedra Branca (com uma vista linda da cidade de São Paulo, um museu e várias trilhas, além do lago das carpas), o Núcleo Engordador (com queda d’água e equipamentos de abastecimento de São Paulo), como também o núcleo Águas Claras. "Na região de Santana há, ainda, o Centro de Zoonoses de São Paulo. Na Lapa, a Estação Ciência (foto) também é uma ótima pedida”, acrescenta. E é mesmo. Recentemente estive na Estação Ciência e me diverti muito com as bolhas de sabão usadas para ensinar geometria e com a água produzindo eletricidade. Também curti o pequeno planetário: a gente fica deitado no chão e aprende sobre os corpos celestes por meio do guia.
Isso tudo sem contar os parques e a represa Billings, que, segundo Tiago, são atrativos para biólogos e afins. E para quem mora nas cidades próximas, também tem mais dicas: os aquários de Guarujá e Santos.
Apesar de citar esta listona de sugestões culturais biológicas, o professor acha que poderia haver mais lugares onde se praticasse e ensinasse ciência. Para ele, existem alguns lugares que são mal aproveitados por falta de divulgação e de interesse da população. “A ciência no Brasil é pouco estimulada”, observa.
E falando em falta de interesse, Tiago acredita que poucos jovens se interessam por ciência, seja pelo descaso do ensino público, pela falta de verba ou pelo excesso de atividades hoje em dia. “É difícil disputar o jovem com a internet, os vídeos games, os celulares e os MP3. A ciência deve ser estimulada desde cedo sem interrupções e com muito incentivo, de preferência mostrando tecnologias novas para seduzi-lo”, diz.
O professor destaca que, além de informações para o resto de sua vida, o conhecimento de ciências biológicas pode propiciar uma carreira e o desenvolvimento em áreas de ciências básicas e técnicas, como engenharia, medicina, computação, etc. “O Brasil ganharia ainda mais com o desenvolvimento de novas tecnologias e com a diminuição da criminalidade”, vai além o biólogo.
E para saber mais e aproveitar o que a cultura do “natural” tem a oferecer, Tiago indica os sites do Cempre, da revista Envolverde e do Ambiente Brasil. “Quem quiser bater um papo comigo sobre ciência e biologia pode entrar no meu blog, que fala sobre esses assuntos, é o Ambiente Urbano”, finaliza.
E aí? Pronto para conhecer mais sobre animais, corpo humano e natureza? Eu tô dentro! Instituto Butantã, aí vou eu!
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
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