Idealizado por fotógrafos a pedido do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o livro, “A Arte do Artesanato Brasileiro”, retrata as obras artesanais de cada estado brasileiro através de fotografias acompanhadas por textos sucintos, o que proporciona a ele leveza e originalidade.Na introdução de cada localidade, são ressaltadas características como pratos típicos, belezas naturais, festas regionais, marcas da colonização, etc. Essa contextualização facilita a compreensão do leitor sobre o porquê da escolha dos motivos artísticos ilustrados nas peças de cada Estado.Desvenda também a relação entre o artesanato e os recursos naturais (ou não) usados na confecção dos objetos. No Acre, por exemplo, o recurso natural mais utilizado na produção artesanal é a borracha, pois o Estado abriga a maior parte da Floresta Amazônica. Já em São Paulo, a influência de elementos urbanos mistura-se a das colônias de imigrantes. Esse mix de fatores, faz do artesanato local um dos mais ricos do Brasil.A obra é também um excelente guia tanto para o profissional da área, quanto para quem curte essa arte, pois contêm o contato (e-mail, telefone e fax) de cada uma das Superintendências Regionais do Trabalho Artesanal, órgãos estaduais que supervisionam, protegem e divulgam, inclusive internacionalmente, o trabalho e os direitos do artesão brasileiro.No entanto, nessa parte do livro, palavras como Superintendência, e nomes de Estados como Paraná e Goiás, são escritos sem acento agudo. A edição deve ser mais cautelosa e cuidar para que, diante dos olhos atentos das comunidades estrangeiras, (público-alvo desta obra), não desvalorizemos nosso bem mais precioso: a Língua Portuguesa.Enfim, não é um passo a passo didático do artesanato, como as tradicionais revistas do estilo “faça você mesmo”, nem um blá-blá-blá puramente sócio-econômico dessa arte, daqueles que fariam até o economista mais experiente dormir, sem precisar contar carneirinhos ou ingerir uma cartela de tranqüilizantes.É uma “aula” de cultura que nos ensina a valorizar nossas raízes, nosso país e o trabalho do artesão, que tem nas mãos e em simples ferramentas, o poder de transformar em arte o que, para muitos, é apenas sucata ou simples restos da natureza.
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
Arte em Flash
Idealizado por fotógrafos a pedido do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o livro, “A Arte do Artesanato Brasileiro”, retrata as obras artesanais de cada estado brasileiro através de fotografias acompanhadas por textos sucintos, o que proporciona a ele leveza e originalidade.Na introdução de cada localidade, são ressaltadas características como pratos típicos, belezas naturais, festas regionais, marcas da colonização, etc. Essa contextualização facilita a compreensão do leitor sobre o porquê da escolha dos motivos artísticos ilustrados nas peças de cada Estado.Desvenda também a relação entre o artesanato e os recursos naturais (ou não) usados na confecção dos objetos. No Acre, por exemplo, o recurso natural mais utilizado na produção artesanal é a borracha, pois o Estado abriga a maior parte da Floresta Amazônica. Já em São Paulo, a influência de elementos urbanos mistura-se a das colônias de imigrantes. Esse mix de fatores, faz do artesanato local um dos mais ricos do Brasil.A obra é também um excelente guia tanto para o profissional da área, quanto para quem curte essa arte, pois contêm o contato (e-mail, telefone e fax) de cada uma das Superintendências Regionais do Trabalho Artesanal, órgãos estaduais que supervisionam, protegem e divulgam, inclusive internacionalmente, o trabalho e os direitos do artesão brasileiro.No entanto, nessa parte do livro, palavras como Superintendência, e nomes de Estados como Paraná e Goiás, são escritos sem acento agudo. A edição deve ser mais cautelosa e cuidar para que, diante dos olhos atentos das comunidades estrangeiras, (público-alvo desta obra), não desvalorizemos nosso bem mais precioso: a Língua Portuguesa.Enfim, não é um passo a passo didático do artesanato, como as tradicionais revistas do estilo “faça você mesmo”, nem um blá-blá-blá puramente sócio-econômico dessa arte, daqueles que fariam até o economista mais experiente dormir, sem precisar contar carneirinhos ou ingerir uma cartela de tranqüilizantes.É uma “aula” de cultura que nos ensina a valorizar nossas raízes, nosso país e o trabalho do artesão, que tem nas mãos e em simples ferramentas, o poder de transformar em arte o que, para muitos, é apenas sucata ou simples restos da natureza.
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